May 23, 2017

Os brasileiros gastaram em média R$ 7,5 bilhões nos dias dos namorados nos últimos três anos. A gente é exagerado para tudo, extremamente passional, mas convenhamos que estamos sem limites, é gasto mais do que se pode e do que se tem, porque criou-se mais uma ‘regra”ou hábito cultural, que precisamos gastar os tubos em um presente ou de casamento, ou de dia dos namorados, se não não amamos.

Temos que refletir e rapidamente sobre esse comportamento.

Presente é maravilhoso, amar é mil vezes melhor, os dois juntos formam um belo par, sem sombra de dúvidas, mas será que tem a necessidade de extrapolar o orçamento apenas para impressionar?

Há um certo tom irônico e contraditório em uma data que se comemora o amor, o real valor de estar com alguém, os pequenos e reais prazeres de uma relação, você querer agradar quem você ama, comprando do mais caro para certificar a veracidade da sua relação.

Será que não deveria ser o contrário? Deveríamos tentar não monetizar esse momento, trazer a essência e a real graça de uma relação, se dedicar a esse dia, pensar nos dois, pensar no outro, menos com o bolso e mais com o coração. Uma carta que diz o porque você gosta de estar com aquela pessoa, um presente comprado sim, mas melhor pensado e mais barato, um jantar feito, ou ir de fato em algum lugar. Pensar no outro, criar momentos para vocês,  tomar mais cuidado e proporcionar nos gestos e nas palavras o melhor dia possível para a pessoa que está com você. E tudo isso nada tem relação com dinheiro.